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Raparigas pedem mais respeito pelos seus direitos e saúde sexual e reprodutiva

17 August 2016
Nampula, Moçambique (Agosto 2016) – No âmbito do lançamento do programa Acção para a Rapariga, denominado Rapariga Biz, na cidade de Nampula, as raparigas expressaram o seu desejo de ver os seus direitos e saúde sexual e reprodutiva respeitados.
 
“Nós, as raparigas de Nampula e de todo o país, condenamos os casamentos prematuros e outras práticas que perigam o nosso desenvolvimento. Queremos ser responsáveis na tomada de decisões sobre a nossa saúde sexual e reprodutiva, nossas escolhas e nosso futuro. Quando somos obrigadoas a casar, somos obrigadas a abandonar os nossos sonhos”, afirmou Aruquia Paulino, rapariga adolescente, em representação das raparigas de Nampula e de Moçambique.
 
Na ocasião, a Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique e Representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Bettina Maas, enfatizou a importância e a necessidade de as várias organizações e entidades do Estado investirem na rapariga, como garante de um futuro sustentável. 
 
“As Nações Unidas em Moçambique sempre colocaram a rapariga e os jovens como sua prioridade, porque acreditamos que é neles onde reside o futuro sustentável do país. Queremos manifestar a nossa vontade de continuar a trabalhar e apoiar o governo nos seus programas de educação e fortalecimento dos direitos das raparigas, especialmente sobre a saúde sexual e reprodutiva”, afirmou Maas.
 
 
A Vice-Ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, defendeu na ocasião, a necessidade de maior colaboração entre os diversos sectores e entidades para o sucesso deste e de outros programas que visam a promoção e defesa dos direitos das raparigas.
 
Em momento de interação com a Vice-Ministra da Juventude e Desportos, outros membros do governo provincial e central, Representantes das agências das Nações Unidas, as raparigas assumiram o compromisso de liderarem a luta pela defesa dos seus direitos e saúde sexual e reprodutiva. Para tal, elas defendem ser imprescindível o apoio do governo, das Nações e outros parceiros, especialmente dos pais e líderes comunitários para o sucesso desta missão.
 
“Quando as raparigas vão aos ritos de iniciação, elas voltam com comportamento mudado e começam logo a se envolver com homens, por isso achamos que as raparigas só podem ser submetidas aos ritos de iniciação a partir dos 18 anos”, afirmou Pamela Xavier, na sua intervenção para os presentes.