Dispatch

Programa Rapariga Biz aposta em abordagem inclusiva

15 September 2016
MAPUTO, Moçambique (Setembro 2016) – No âmbito do lançamento do programa Rapariga Biz no passado dia 15 de Agosto na cidade de Nampula, vários parceiros e partes interessadas no programa beneficiaram de formação em matérias de saúde e direitos sexuais e reprodutivos, cidadania, associativismo, participação, comunicação e empoderamento económico, temas-chave do programa. O treinamento visava garantir maior envolvimento de todos os segmentos da sociedade, para o alcance dos objectivos definidos.
 
O programa Rapariga Biz, financiado pelo governo Sueco em 14 milhões de dólares e implementado nas províncias de Nampula e Zambézia, constitui continuidade do programa Acção para a Rapariga. O mesmo irá beneficiar mais de um milhão de raparigas dos 10 aos 24 anos.
 
O Programa Rapariga Biz difere-se do programa Acção para Rapariga pela sua abordagem multissectorial, visão holística e envolvimento de várias instituições, sendo implementado pelo Governo de Moçambique como parte do Programa Geração BIZ. Estão envolvidos os Ministérios da Saúde, da Educação e Desenvolvimento Humano, do Género, Criança e Acção Social, e Ministério da Juventude e Desportos. Lideradas pelo UNFPA, quatro outras agências das Nações Unidas, nomeadamente, UNICEF, ONU Mulheres, UNESCO e UNDP, prestam apoio técnico ao Governo de Moçambique na implementação deste programa. Ao nível do terreno, estão também envolvidos a Associação Coalizão da Juventude Moçambicana, o FDC e a NAFEZA.participants discussed the main issues affecting adolescent girls and young women
 
Com o objectivo de materializar esta abordagem abrangente, um total de 650 raparigas foram treinadas para serem mentoras do programa, sendo 500 em Nampula e 150 na Zambézia. Igualmente, mais de 40 profissionais de media e 30 artistas foram também formados em matéria de saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
 
O programa pretende reduzir o índice de gravidezes precoces e indesejadas, através do aumento da autonomia das raparigas e seu poder de negociação, facilitar o acesso aos serviços de saúde, aumentar o nível de retenção das raparigas nas escolas, bem como promover a participação das raparigas na vida da comunidade, através da sua integração nos grupos e redes existentes.