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UNFPA apoia prevenção de HIV no Centro de Refugiados de Maratane
Lyauma Rehani, refugiado congolês, torna-se activista contra a Sida, no Centro de Refugiados de Maretane, em Nampula, norte do país; a iniciativa é apoiada pelo Fundo das Nações Unidas para a População.
A instabilidade política no Sul do Kivu, na República Democrática do Congo, forçou o jovem Lyauma Rehani a refugiar-se em Moçambique, há 11 anos. Hoje, consciente dos riscos de saúde que os outros refugiados correm, Rehani dinamiza a prevenção de HIV no Centro de Refugiados de Maratane, em Nampula, norte de Moçambique. O projeto conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa.
Rehani é um dos activistas formados, em 2009, quando o Programa Geração Biz iniciou as actividades de prevenção no centro que alberga mais de nove mil refugiados. Nesta entrevista à Rádio ONU, de Nampala, Rehani reconhece que os jovens refugiados são vulneráveis ao HIV.
Ocupação
“Os jovens de Maratane têm muitos problemas. Eles não têm ocupação e preferem conquistar as meninas, mas não se previnem. Preferem beber e fumar para esquecer o que aconteceu nos seus países. Mas quando vamos ao encontro deles tentamos sensibilizar para tirar essas ideias”.
As intervenções do “Geração Biz”, programa que é apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), incluem sensibilização para a testagem e tratamento de infecções de transmissão sexual. Rehani diz que a informação é transmitida nas línguas nativas dos refugiados, a maioria do Congo, Burundi, Ruanda, Etiópia e Somália. Há também angolanos, eritreus, guineenses, liberianos, quenianos, sudaneses e ugandeses.
Tratamento de Infecções
No centro foi criado um espaço onde os adolescentes e jovens são assistidos. A maior parte dos utentes procura os activistas para receber preservativos e acompanhamento para o tratamento de infecções de transmissão sexual. Há meses em que 40 mil preservativos são distribuídos.
Embora ainda não tenha sido feito um estudo do impacto das intervenções, Rehani já vê mudanças nos jovens refugiados, em particular na aceitação de preservativos.
“Muitos não aceitavam, [diziam que] não queriam ‘comer bolachas dentro de plásticos,’ mas agora já estão a pedir mais. E as mulheres precisam do preservativo feminino”.
Baisamo Juaia, Representante Assistente do Unfpa, em Maputo, contou à Radio ONU, que a agência apoia as actividades de prevenção no Centro de Maratane na procura de responder às necessidades de todos os grupos vulneráveis.
Jovens nas Prisões
“Antes de Maratane já trabalhamos com os jovens nas prisões, um grupo que não era atingido; e [trabalhamos] com jovens portadores de deficiência e foi possível ver grandes resultados. O programa vai o Maretane para a tingir grupos especiais que são marginalizados”.
Por outro lado, diz Juaia, a presença do UNFPA em Maratane, complementa o esforço da Agência da ONU para os Refugiados, e se enquadra no trabalho conjunto das Nações Unidas em Moçambique.
Escute o trabalho em: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2012/01/unfpa-apoia-prevencao-do-hiv-em-centro-de-refugiados-em-mocambique/



